Financeiro da oficina mecânica
Maioria das oficinas brasileiras tem caixa misturado com bolso do dono, peça paga vencida, cliente que sumiu sem pagar. Isso quebra negócio que poderia estar voando. Esse guia mostra o caminho.
As 4 regras que mudam tudo
1. Separe PJ de PF
Conta da empresa é da empresa. Conta sua é sua. Tirar dinheiro da empresa pra mercado, mensalidade, gasolina sem registrar é o erro #1. Defina um pró-labore (salário do dono) e cumpra. Se a empresa não paga seu pró-labore, ela não tá lucrando — você tá pegando emprestado de você mesmo.
2. Contas a Pagar e Receber separadas e datadas
Toda venda gera uma conta a receber (com data prevista). Toda compra de peça gera uma conta a pagar (com vencimento). Se isso não está num sistema, você vai esquecer e perder dinheiro.
3. Fluxo de caixa semanal
Toda segunda, 30 minutos: o que entra essa semana? O que sai? Sobra ou falta? Se vai faltar, ligue agora pra cliente atrasado e adie pagamento de fornecedor não-crítico.
4. Formação de preço com base no CHH
Seu preço por hora não é o que o concorrente cobra. É o que você calculou. Toda peça vendida tem markup mínimo de 30%. Senão, peça vira commodity e oficina vira logística.
Os números que você precisa olhar todo mês
- Faturamento bruto: total entrado no mês.
- Custo da operação: mecânicos + custos fixos + peças vendidas.
- Lucro bruto: faturamento menos custo direto.
- Margem de lucro: lucro bruto ÷ faturamento. Saudável: >25%.
- Ticket médio: faturamento ÷ número de OS. Subiu? Caiu? Por quê?
- Inadimplência: contas a receber atrasadas. >5% é alerta vermelho.
Gestão Financeira no Torque
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